O cheque especial é um dos empréstimos mais utilizados pelos brasileiros, mesmo tendo uma das maiores taxas de juros do mercado. Então para te ajudar a fugir deste grande vilão e aprender a utiliza-lo de forma consciente, preparamos um material explicando como funciona o cheque especial.

Então vamos lá.

O cheque especial nada mais é do que um empréstimo pessoal que o banco disponibiliza para “cobrir a conta” quando não existe saldo disponível.

Ele fica ali na sua conta corrente e você pode utilizar como achar melhor, pagando uma conta ou podendo até mesmo sacar esse valor. 

A grande vantagem desse tipo de empréstimo, é a praticidade. Pois como essa linha de crédito já foi pré-aprovado pelo banco, você pode utilizar o dinheiro na hora, sem precisar fazer qualquer tipo de contratação.

Essa grande vantagem acaba por muitas vezes se tornando um problema. Pois muitas pessoas introduzem o limite do cheque especial dentro do seu orçamento e contam com esse dinheiro para pagar as contas básicas ou comprar alguma coisa.

O valor do cheque especial varia de acordo com a movimentação da conta, podendo chegar a duas ou três vezes do valor movimentado na conta. Normalmente quanto mais você utiliza o cheque especial, maior será o limite que o banco disponibiliza para você.

Mas você deve estar se perguntando: Se ele é tão prático, e tantas pessoas utilizam, porque o juros do cheque especial é tão caro?

O juros do cheque especial é alto por que o banco disponibiliza esse crédito, sem pedir garantia nenhuma para o correntista. Você não precisa ir na agência, negociar as condições e assinar um contrato para pegar o dinheiro.

O banco está se arriscando em disponibilizar esse limite e por isso o juros pode chegar a até 8% ao mês. No ano pode chegar a até 109%.

Montamos uma tabela comparando as taxas de juros dos empréstimos mais utilizados:

Tabela de  taxas de juros aplicada no rotativo do cartão de crédito, cheque especial, CDC - Crédito Pessoal, Financiamento de veículo, Financiamento imobiliário e Consignado. 

* Fonte: Banco Central em 28/09/2020 – https://www.bcb.gov.br/estatisticas/txjuros

Ou seja, se você sacou R$ 1000,00 do seu cheque especial, em um ano você terá que quitar os R$1.000,00 que devia inicialmente mais R$1.284,81 só de juros. Isso sem contar as outras taxas que deverá pagar ao banco.

O cheque especial é o segundo empréstimo mais caro do mercado, ficando a abaixo apenas do rotativo do cartão de crédito.


Nova lei

O Banco Central aprovou uma nova regra que está em vigor desde o dia 6 de janeiro de 2020, em que os bancos podem cobrar uma taxa apenas para disponibilizar o limite do cheque especial. Junto desta medida, o Banco Central colocou um limite no juros da modalidades, que poderão ser de no máximo 8% ao mês, o que gira em torno de 150% ao ano.

A regra é que para os clientes que tem um limite superior a R$ 500,00, o banco poderá cobrar uma taxa até 0,25% ao mês. Caso o cliente tenha um limite inferior a R$ 500,00 ou utilize o cheque especial, ele ficará isento desta taxa.

Vamos analisar com um exemplo real: se você tem um limite de R$ 1.000,00 no seu cheque especial, você pagará todos os meses 0,25% sobre R$ 500,00, o que dá R$ 125,00. Caso você utilize o crédito, essa quantia será descontada do valor que terá de pagar em juros.


O que fazer para não utilizar o que cheque especial:

Para não contar com o cheque especial todo mês, faça o seu planejamento financeiro e adeque seus gastos de acordo com a sua renda.

Se depois de montar o planejamento, você verificar que precisa de um dinheiro extra para colocar as contas em dia: opte por fazer um empréstimo com a menor taxa de juros do mercado, como é o caso do consignado.


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